
Se você não está nem aí para o aquecimento global, mas não dispensa a sua gelada, talvez agora seja o momento de começar a se preocupar. Um artigo publicado este mês na revista Nature Communications traz notícias difíceis de engolir: as mudanças climáticas estão interferindo no gosto e devem aumentar os preços das cervejas.
O lúpulo atua como a ‘especiaria’ que dá à cerveja seu sabor e aroma intrigantes.
Ocorre que o lúpulo não prospera em altas temperaturas e seca persistente. E com mais colheitas fracassadas sendo anunciadas pelo calor extremo previsto, tomar uma cervejinha pode se tornar um deleite raro.
O estudo prevê que, até 2050, as regiões europeias produtoras de cerveja experimentarão um rendimento 4 a 18% menor de lúpulo aromático tradicional e uma quantidade 20 a 31% menor de ácidos alfa.
Mozny diz que isso deve servir de alerta. “Se não forem tomadas medidas de adaptação, haverá escassez de produção de lúpulo aromático. Essa escassez limitará a produção de cervejas artesanais e de alta qualidade”.
Para chegar a essa conclusão, o pesquisador e sua equipe coletaram dados sobre os rendimentos de lúpulo de cerveja e o teor de ácido alfa entre 1971 e 2018 de 90% das regiões europeias produtoras desta planta na Alemanha, República Tcheca e Eslovênia.
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