
Com milhões de baterias de lítio para carros elétricos em circulação, em teste ou já descartadas, pesquisadores estão buscando novas formas de estudá-las para prever falhas e aumentar sua durabilidade.
Um método simples, no entanto, está chamando a atenção. Uma equipe da Universidade da Califórnia, em San Diego, desenvolveu um método simples para monitorar o desempenho de baterias de lítio: a microscopia eletrônica de varredura.
Mas, antes de entrarmos no que diz o estudo, cabe uma explicação rápida do que é a microscopia eletrônica de varredura:
Ela utiliza um equipamento, o microscópio eletrônico de varredura (MEV) para gerar imagens de alta resolução da superfície das amostras. O método utiliza a interação de um feixe de elétrons com o material analisado para gerar informações referentes à morfologia e topografia para identificar e mapear elementos químicos presentes em um material.
Atualmente, as baterias utilizadas em veículos elétricos são as de íons de lítio. No entanto, se as empresas conseguissem superar o desafio de controlar como o lítio se deposita nos eletrodos durante a carga e a descarga, seria possível produzir baterias de lítio metálico, com o dobro da capacidade de armazenamento.
Basicamente, quando o lítio se deposita de forma uniforme, as baterias alcançam ciclos de vida mais longos. Mas se o lítio se depositar de forma irregular, estruturas em forma de agulha (dendritos) podem perfurar o separador da bateria, causando falhas e curtos-circuitos.
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