
Arqueólogos da Universidade Nicolau Copernico, da Polônia, apontaram práticas obscuras de proteção contra o que eram temidos como “vampiros” há cerca de quatro séculos num vilarejo localizado no país.
Os restos mortais de indivíduos – encontrados com uma foice de ferro no pescoço, um cadeado no pé e correntes prendendo-os ao solo – oferecem um vislumbre sombrio das crenças e rituais do passado.
O professor associado Dariusz Polinski, líder da escavação em Pien, explicou que embora o termo “vampiro” seja moderno, os europeus medievais acreditavam amplamente na possibilidade dos mortos retornarem como criaturas conhecidas como “upior”.
Especificamente, aqueles que haviam sido vítimas de doenças, crianças não batizadas e pessoas que faleceram em circunstâncias trágicas eram os mais temidos. “Provavelmente, havia um grande medo dessa pessoa. E esses artefatos tinham como objetivo proteger os vivos desta pessoa”, explica Polinski.
Em 2022, os arqueólogos descobriram os restos mortais de uma mulher jovem, enterrada em um cemitério não identificado, com os mesmos objetos de proteção macabra. Em 2023, a poucos metros de distância, os restos mortais de uma criança entre cinco e sete anos de idade foram encontrados em posição de bruços, também com um cadeado no pé.
Ambos os corpos foram sepultados como “vampiros”, indicando a profundidade das crenças e práticas da época. A mulher provavelmente estava doente, o que pode ter levado a comunidade a temer seu retorno dos mortos.
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