
De olho no aumento da demanda por motocicletas no Brasil e no mundo, a Honda vai investir R$ 1,6 bilhão ao longo de quatro anos, de 2026 a 2029, em sua fábrica em Manaus, no Amazonas. O plano inclui a expansão da capacidade da linha de produção por meio da introdução de novos equipamentos, a otimização dos processos por meio da modificação do layout das linhas e a melhoria da logística interna da fábrica.
Atualmente, a capacidade de produção anual é de 1,4 milhão de unidades. Até 2026, esse número deve chegar a 1,6 milhão de unidades, criando 350 novos empregos no quadro atual de 9 mil funcionários. Além do mercado brasileiro, a marca exporta para 17 países, incluindo Estados Unidos, Austrália e México, com uma produção acumulada superior a 31 milhões de unidades até o momento.
A fábrica da Honda em Manaus iniciou suas operações em 1976 e atualmente produz 19 modelos, de 110 cc a 1100 cc. O portfólio inclui as linhas CG160, Biz125, POP110i, NXR160 Bros, XRE190, Elite125, ADV160, PCX160, CB300F Twister, CRF300F, XRE300 Sahara, XR300L Tornado, Hornet500, NX500, CB650R, NC750X, CRF1100, CB1000, TRX420.
“Este novo investimento reafirma a confiança inabalável da Honda no Brasil, em seus parceiros de negócios e no mercado nacional. Continuaremos a colocar nossos clientes no centro de nossos negócios, priorizando o crescimento sustentado, a geração de empregos e o atendimento às necessidades e expectativas dos consumidores brasileiros, enquanto buscamos fortalecer ainda mais nossas operações”, disse Arata Ichinose, presidente da Moto Honda da Amazônia.
Neste ano, a Honda celebrou a marca histórica de 500 milhões de unidades produzidas 76 anos após o início da produção em massa de motocicletas em 1949, com o Dream D-Type. Na ocasião, o presidente e CEO Toshihiro Mibe afirmou que o “negócio de motocicletas é o negócio do nosso fundador e continuará sendo o negócio principal da empresa”.
E não é para menos. As vendas de motocicletas “salvaram” os resultados da companhia no trimestre encerrado em junho, com lucro operacional de 244 bilhões de ienes (US$ 1,65 bilhão) no trimestre. O impacto das tarifas de Trump foi de 125 bilhões de ienes, o equivalente a cerca de US$ 850 milhões, um dos maiores do setor relatados até agora.
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