
Montadoras como GM, Tesla e Mercedes-Benz querem transformar como dirigimos. Depois de anos de promessas, o chamado “eyes-off driving” – tecnologia que permite tirar as mãos do volante e os olhos da estrada – está perto de sair do papel. Mas o avanço, que promete mais conforto e menos esforço ao motorista, reacende um questionamento importante: quem é o culpado quando o carro autônomo erra?
O novo patamar de automação, classificado como nível 3, marca o ponto no qual o veículo assume o controle completo da direção em determinadas situações, enquanto o condutor pode relaxar, usar o celular ou assistir a vídeos, por exemplo.
Só há um detalhe: a pessoa sentada no banco do motorista precisa estar pronta para retomar o volante a qualquer momento. E é justamente nessa zona cinzenta – entre máquina e humano – que se concentram as maiores dúvidas de segurança e de responsabilidade, aponta o site The Verge.
A promessa dos carros com direção autônoma nível 3 é tentadora. Imagine que gostoso, por exemplo, puxar o celular e se aconchegar no banco para dar uma olhada nas redes sociais enquanto o veículo cuida do resto.
Porém, na prática, o cenário é bem mais complexo. Fabricantes como General Motors, Mercedes-Benz e Tesla avançam em tecnologias cada vez mais autônomas, enquanto governos e tribunais ainda tentam definir quem responde por um erro de direção quando não há ninguém realmente dirigindo.
O resultado é um momento de transição, com entusiasmo, incertezas, riscos… tudo junto. Essa mistura deve marcar a próxima década da mobilidade, segundo o Verge.
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