
Os dados sobre matéria escura de um telescópio estratosférico da NASA foram recuperados após ele ter perdido a comunicação com a Terra no início do ano e sofrer danos durante seu pouso na Argentina em junho. O resgate dos cerca de 200 gigabytes de imagens de aglomerados de galáxias foi uma missão em si, e envolveu até mesmo a ajuda da polícia local.
Os dados coletados haviam sido copiados para unidades de SD acopladas a pára-quedas para aterrissarem no chão com segurança. O estudo sobre a missão, publicado na revista Aerospace, mostra que a recuperação das imagens científicas, mesmo no pior cenário, pode ser realizada.
O problema é que as coisas não funcionaram como planejado no pouso do telescópio. Após a aterrissagem, os pára-quedas não se desprenderam da carga útil devido a falhas no equipamento. Ventos fortes acabaram arrastando o SuperBIT por quilômetros, o que acabou danificando os equipamentos.
Nosso telescópio chegou ao ponto em que foi completamente destruído e perdemos comunicações de alta largura de banda.
Geralmente os dados coletados por telescópios em balões são transferidos para satélites e depois enviados para a Terra. No entanto, esse sistema exige comunicações em linha de visão, além do processo precisa ser rápido, o que nem sempre é possível.
No caso do SuperBIT, eram muitos dados coletados em única noite e transferi-los por meio de satélites seria extremamente lento e caro. Assim, a melhor maneira de fazer isso, foi copiar as informações para um SD e soltá-los na Terra, presos a um pára-quedas.
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