
Quando acionamos um interruptor em dispositivos elétricos, é criado um fluxo de energia. Normalmente, é assim que funciona. No entanto, cientistas descobriram algo intrigante sobre os chamados “metais estranhos”, que desafia tudo o que se sabe sobre como a eletricidade se comporta.
Em testes com nanofios feitos de uma mistura especial de itérbio, ródio e silício (YbRh2Si2), uma equipe de pesquisadores dos EUA e da Áustria encontrou pistas sobre como a eletricidade se move nesses metais incomuns.
Isso sugere que as correntes elétricas nesses materiais não seguem as mesmas regras que os metais convencionais. As partículas que transportam a carga elétrica interagem de forma diferente com outras partículas ao seu redor.
Segundo a pesquisa, o que imaginamos como uma corrente suave de partículas negativas atravessando um material condutor é, na verdade, mais complexo, pois a eletricidade é um fenômeno quântico, com partículas combinando-se para agir como unidades únicas chamadas quasipartículas.
Nos experimentos, os cientistas usaram um fenômeno chamado ruído de disparo para analisar o fluxo de elétrons nos metais estranhos. Eles descobriram que as quasipartículas provavelmente não são responsáveis por esse comportamento. Em vez disso, a carga elétrica se movimenta de forma mais fluida do que nos metais tradicionais.
Essa descoberta apoia uma teoria proposta há mais de 20 anos por um dos coautores deste novo estudo, Qimiao Si, físico de matéria condensada da Universidade Rice, no estado norte-americano do Texas. Ele descreve como elétrons em certos materiais, ao se aproximarem do zero absoluto de temperatura, perdem características que formariam as quasipartículas.
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