
Imagine estrelas tão densas que apenas uma colher de sopa de seu material poderia pesar tanto quanto o Monte Everest. Assim são as estrelas de nêutrons – resultado do colapso de estrelas massivas.
Um novo estudo, publicado este mês na revista Nature Astronomy, revela que tipos diferentes desses objetos se comportam de maneira semelhante. E por que essa descoberta é tão interessante? Porque pode fornecer pistas sobre algo que intriga os cientistas: as misteriosas explosões de radiação conhecidas como rajadas rápidas de rádio (FRBs).
O estudo foi conduzido por um grupo de cientistas do Instituto Max Planck de Radioastronomia (MPIfR), na Alemanha, e da Universidade de Manchester, no Reino Unido. Eles observaram que os magnetares compartilham uma relação entre a estrutura dos pulsos de rádio que emitem e sua velocidade de rotação com outras estrelas de nêutrons, chamadas de “rádio-altas”.
Essa descoberta aponta para uma “escala universal” entre os diferentes tipos de estrelas de nêutrons. Basicamente, isso significa que os processos dentro dessas estrelas podem estar relacionados à emissão desses sinais de rádio. Em termos simples, a estrutura dos sinais de rádio pode estar ligada à velocidade de rotação dessas estrelas extremamente densas.
Quando uma estrela massiva fica sem combustível para a fusão nuclear, ela entra em colapso. Esse colapso resulta em uma supernova, e o núcleo remanescente ultradenso se torna uma estrela de nêutrons.
O colapso também faz com que essas estrelas girem rapidamente – algumas delas, até 700 vezes por segundo. As que emitem jatos de radiação em direção à Terra são chamadas de pulsares. Outras emitem explosões de ondas de rádio de forma mais irregular.
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