
Nesta quarta-feira (29), a prefeita de Manila, capital das Filipinas, Honey Lacuna, anunciou a morte de Mali, uma elefanta que passou quase toda a vida em isolamento, ficando conhecida como o “elefante mais triste do mundo”.
Segundo o veterinário chefe do zoológico onde Mali vivia solitária há mais de 30 anos, Heinrich Patrick Peña-Domingo, a causa da morte do animal foi uma insuficiência cardíaca congestiva. O paquiderme, que tinha 49 anos, também apresentava inflamação nos rins, nódulos ao redor do fígado e “depósitos de pus” nas paredes do útero.
A existência de Mali, falecida na terça-feira (28) às 16h45 (pelo horário de Brasília), foi marcada por uma história de solidão e adversidades. Órfã desde tenra idade, ela foi transferida para o zoológico de Manila após um período acolhida no Orfanato de Elefantes de Pinnawala, no Sri Lanka. No novo lar, ela dividia espaço com o elefante Shiba, mas o companheiro idoso ex-circense faleceu em 1990, deixando Mali completamente sozinha de lá para cá.
SEE YOU IN PARADISE, MALI 😔🌈Mali, the elephant at the Manila Zoo, died at 3:45 pm on Tuesday, November 28, according to Manila Mayor Honey Lacuna. The cause of death has yet to be determined. https://t.co/IMblyOQc0u pic.twitter.com/MOOjJX0Ln1
Os últimos momentos da vida da triste elefanta foram repletos de sofrimento, evidenciados por comportamentos que indicavam desconforto físico. Testemunhas viram Mali esfregar seu corpo contra as paredes, um sinal claro de angústia, e nos últimos dias, ela foi encontrada deitada de lado, lutando para respirar.
Mali viveu uma vida consideravelmente mais curta do que a média dos elefantes asiáticos, mesmo aqueles em cativeiro. Sua história é permeada por um profundo vazio emocional, já que Mali nunca teve a oportunidade de experimentar a companhia de seus pares e viver em um ambiente mais condizente com sua natureza.
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