
Uma espécie de água-viva é encontrada apenas em um lugar do planeta. São milhões de animais vivendo em um lago em Palau, pequena ilha no meio do Oceano Pacífico. Esse fenômeno é resultado da mudança do nível do mar, que deixou um bolsão de água isolado do resto do oceano, criando ecossistemas e cadeias alimentares incomuns, incluindo um refúgio para esses cnidários.
As águas-vivas não são os únicos animais encontrados no lago de água salgada. Diversos invertebrados marinhos são encontrados nas raízes emaranhadas de árvores de mangue nas bordas do lago. A região é também o lar de águas-vivas da lua, mas em menor quantidade se comparadas à população de águas-vivas dourada, que soma 5 milhões de animais.
Embora não haja predadores, essa espécie precisa garantir o recebimento de luz solar para a realização de fotossíntese. Por isso, as águas-vivas estão girando e nadando constantemente na superfície do lago.
Além disso, o lago conta com outra peculiaridade. A uma profundidade de 13 a 15 metros está localizada uma camada rosa de bactérias que a luz não consegue atravessar. Isso cria uma barreira também para o oxigênio, o que significa que a camada de água do fundo do lago é composta por gás sulfídrico dissolvido venenoso, explica a Coral Reef Research Foundation.
Alessandro Di Lorenzo é editor do Olhar Digital e formado em jornalismo pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
Bruno Capozzi é jornalista, mestre em Ciências Sociais e editor executivo do OD.
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