Julia Monteiro
Julia Monteiro
Inteligencia Artificial · 4 de outubro de 2016 · 2 min de leitura ·

O Google quer que você converse com ele como se fosse uma pessoa de verdade

O Google quer que você converse com ele como se fosse uma pessoa de verdade

O que você precisa saber

O século XXI ficará marcado nos livros de história como “a era do Google”. Talvez não com essas palavras, é claro, mas a onipresença e onisciência do buscador criado em 1998 e que hoje está ao alcance de quase qualquer pessoa com acesso à internet é certamente digna de lembrança.

Os estudantes de hoje não fazem mais trabalhos de escola como seus pais ou avós. Não é mais necessário viver na ignorância ou passar horas dentro de uma biblioteca procurando informações, notícias ou o mais puro aprendizado. No dicionário norte-americano, “Google” já virou um verbo, enquanto, no Brasil, a expressão “joga no Google” é tão popular quanto qualquer velho ditado.

Cada vez mais entregamos nossas informações pessoais a ele, cada vez mais deixamos que ele saiba de tudo e cada vez mais procuramos por ele para saber mais sobre lugares, pessoas, fatos e histórias. Ainda assim, nosso relacionamento com o Google continua marcado por muita desconfiança.

Afinal, muitas são as pessoas que não se sentem nada confortáveis diante da quantidade de informações que o Google monopoliza a respeito dos usuários. Só de imaginar que a empresa tem registrada a nossa voz, nossas fotos, os lugares por onde andamos e o que temos feito recentemente, é quase impossível evitar o desconforto.

Diante disso, a empresa tem se esforçado cada vez mais nos últimos anos para passar mais confiança aos usuários. Hoje o Google permite que você controle tudo o que ele sabe a seu respeito, mudou o logotipo para ficar mais “amigável” aos olhos humanos e, mais recentemente, criou o Google Assistant.

Assim como a Siri, da Apple, e a Cortana, da Microsoft, o Google Assistant é uma inteligência artificial programada para fazer de tudo pelo usuário apenas obedecendo a comandos de voz. Usando técnicas de machine learning (aprendizado de máquina, em tradução livre), o software aprende a falar como pessoas normais, interpretando contextos, gírias e outros maneirismos da linguagem coloquial.

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