
Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) se reuniram em Dubai, nos Emirados Árabes, para discutir o potencial do Brasil como laboratório para os desafios globais da crise climática.
O evento, reuniu diferentes pontos de vista sobre o tema, abordando que o país tem condições únicas para contribuir para a solução da crise climática, caso supere suas barreiras.
Patrícia Iglecias, professora da Faculdade de Direito (FD) e superintendente de Gestão Ambiental (SGA) da USP, destacou que o Brasil é dono da maior biodiversidade do planeta, o que o torna um laboratório natural para o desenvolvimento de soluções baseadas na natureza.
De acordo com dados da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), a bioeconomia movimenta 22 milhões de empregos no planeta e perto de dois trilhões de euros.
Sendo assim, as oportunidades de atrair investimentos do Fundo de Reparação de Danos, discutido na COP 28, colocam o país em destaque.
Apesar de possuir uma legislação robusta, a agenda prática ainda não é real. Citando o professor Fabio Konder Comparato, deveríamos passar do governo das leis para o governo de políticas públicas, porque não significa obedecer ou não, mas desenvolver projetos que permitam a economia de baixo carbono.
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