Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 8 de dezembro de 2023 · 2 min de leitura ·

Colisão de lixo espacial em órbita pode ser detectada da Terra

Colisão de lixo espacial em órbita pode ser detectada da Terra

Um estudo apresentado terça-feira (5) na Segunda Conferência Internacional de Detritos Orbitais em Sugar Land, no Texas, EUA, revela que colisões de pequenos pedaços de lixo espacial em órbita emitem sinais detectáveis da Terra. 

De acordo com a Agência Espacial Europeia (ESA), esses detritos são monitorados pelas redes de vigilância espacial em todo o mundo. Cerca de 35,6 mil deles são maiores que 10 centímetros (entre pedaços de satélites antigos e foguetes, por exemplo) – o que representa apenas uma fração de toda a poluição que está lá fora. 

Acredita-se que cerca de um milhão de fragmentos menores, entre um a 10 cm, estejam em órbita ao redor da Terra, junto com outros 130 milhões de estilhaços ainda menores que isso, que embora sejam invisíveis aos métodos tradicionais de rastreamento, têm energia suficiente para causar danos sérios a satélites operacionais se colidirem.

Pesquisadores da Universidade de Michigan, nos EUA, desenvolveram um novo método para enfrentar esse desafio. Utilizando simulações computacionais, eles descobriram que quando dois objetos colidem em altíssimas velocidades orbitais (algo em torno de 30 mil km/h), eles provocam explosões elétricas detectáveis por radiotelescópios terrestres.

Embora o espaço seja vasto e colisões não sejam comuns, quando ocorrem, os fragmentos resultantes carregam eletricidade. Esses pequenos fragmentos carregados emitem faíscas detectáveis quando se aproximam, semelhante à eletricidade estática gerada por atrito entre materiais.

Os sinais detectados são breves e fracos, mas os pesquisadores acreditam que com mais estudo, esse método poderá ajudar a rastrear os perigosos detritos espaciais até então invisíveis.

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