
Desde 1945, quando foi detonada a primeira bomba atômica, mais de dois mil testes de armas nucleares foram realizados por oito países: EUA, União Soviética (atual Rússia), Reino Unido, França, China, Índia, Paquistão e Coreia do Norte.
Atualmente, esses testes são realizados principalmente no subsolo por questões de segurança e sigilo, o que dificulta sua detecção. Muitas vezes, os únicos indícios são as ondas sísmicas que eles produzem.
Um artigo publicado quarta-feira (7) na revista científica Geophysical Journal International apresenta um avanço significativo nesse campo, com uma nova técnica capaz de diferenciar entre testes nucleares subterrâneos e terremotos naturais com uma precisão impressionante de 99%.
A história das armas nucleares é marcada por uma corrida armamentista internacional, com potências como a União Soviética, o Reino Unido e a França desenvolvendo e testando dispositivos cada vez mais poderosos em resposta aos avanços norte-americanos.
Alguns desses testes iniciais resultaram em danos ambientais e sociais graves. Em 1954, por exemplo, o teste da bomba Castle Bravo pelos EUA, realizado em segredo no Atol de Bikini, nas Ilhas Marshall, causou uma grande quantidade de precipitação radioativa que afetou várias ilhas vizinhas e suas populações.
Da mesma forma, entre 1952 e 1957, o Reino Unido realizou uma série de testes na Austrália, espalhando material radioativo por extensas áreas das florestas do sul do país, com consequências devastadoras para as comunidades indígenas locais.
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