
Se engana quem pensa que as estações espaciais são ambientes assépticos e totalmente limpos. A verdade é que os humanos também transportam suas bactérias quando vão ao espaço. Cepas encontradas na Estação Espacial Internacional (lSS), por exemplo, evoluíram ao ponto de se tornarem diferentes das versões terrestres. É o que revela um estudo publicado na revista Microbiome.
Compreender como as bactérias evoluem no espaço é importante para proteger a saúde dos astronautas e para desenvolver abordagens alternativas para combatê-las com mais eficácia. Segundo os pesquisadores, há muitas evidências convincentes que mostram ainda como essas cepas estão integradas em comunidades de bactérias diferentes, algumas delas também patógenos oportunistas resistentes a múltiplos medicamentos.
Esta coexistência pode ser outro fator que auxiliou os organismos a evoluir com sucesso mesmo no ambiente de baixa gravidade, alta radiação e elevado teor de dióxido de carbono da ISS.
Gabriel Sérvio é formado em Comunicação Social pelo Centro Universitário Geraldo Di Biase e faz parte da redação do Olhar Digital desde 2020.
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