Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 28 de maio de 2024 · 2 min de leitura ·

Borra de café pode revolucionar a construção civil; entenda

Borra de café pode revolucionar a construção civil; entenda

Em 2023, pesquisadores do Instituto Real de Tecnologia de Melbourne (RMIT), na Austrália, descobriram que substituir a areia por borra de café na produção de concreto pode aumentar sua resistência em 30%. Agora, os primeiros testes da substância na vida real começaram a ser realizados.

Para impedir a decomposição do café no concreto com o passar do tempo, a equipe precisou desenvolver um processo que envolve aquecer os grãos de café para transformá-los em biocarvão. Além de exigir pouca energia, o método também reduz a dependência da areia e os resíduos orgânicos provenientes da produção convencional de concreto.

Em parceria com o conselho do estado de Victoria, a equipe do RMIT começou a testar calçadas de concreto reforçadas com dois tipos de resíduos orgânicos: um feito com o biocarvão de café, e outro com biocarvão de aparas de madeira. As duas substâncias foram colocadas ao lado do concreto padrão para controle de desempenho.

Como disse Shane Walden, Diretor de Ativos e Operações do conselho, em comunicado, a nova substância “não apenas ajuda a melhorar o nível de conhecimento de nossos empreiteiros e da nossa equipe, mas também traz muitos outros benefícios e vantagens que são importantes para nossa comunidade. Isto inclui ajudar o ambiente, agir de forma sustentável e, o mais importante, reduzir os resíduos para aterros e ter uma economia circular.”

Ainda, o concreto de biocarvão de café pode ajudar a reduzir custos de construção, como explicou Rajeev Roychand, do RMIT. “Como estamos conseguindo um aumento de 30% na resistência do concreto de café, isso poderia reduzir o teor de cimento necessário em até 10%, com base em nossa experiência anterior.”

Ana Julia Pilato é formada em Jornalismo pela Universidade São Judas (USJT). Já trabalhou como copywriter e social media. Tem dois gatos e adora filmes, séries, ciência e crochê.

Compartilhe