
Na noite de terça-feira (8), às 22h56 (pelo horário de Brasília), a mancha solar AR3848 entrou em erupção, resultando em uma explosão de mais de cinco horas de duração, que disparou um forte jato de plasma em direção à Terra.
De acordo com a plataforma de meteorologia e climatologia espacial Spaceweather.com, o material ejetado por essa erupção solar, classificada como X1.8, pode causar uma tempestade geomagnética de classe G4 – considerada severa em uma escala de G1 a G5 – quando atingir a Terra, na quinta-feira (10).
O Observatório de Dinâmicas Solares (SDO) da NASA registrou o flash ultravioleta extremo do evento da noite passada.
Normalmente, CMEs mais fortes provocam auroras em latitudes médias e baixas em toda a Europa e nos EUA.
No nível G4, mais especificamente, há também uma ameaça de problemas generalizados com controle de tensão e impactos à rede que podem afetar alguns sistemas de proteção. Além disso, sistemas de navegação por satélite e de baixa frequência, como GPS, podem ser interrompidos e as operações de espaçonaves também podem ter problemas com carregamento e rastreamento de superfície.
No vídeo abaixo, registrado pelo Observatório Solar e Heliosférico (SOHO), uma parceria entre a NASA e a Agência Espacial Europeia (ESA), é possível ver a CME lançada pela explosão e, em paralelo, o cometa C/2023 A3 (Tsuchinshan-ATLAS).
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