
Ele foi muito anunciado como o “Cometa do Século”, mas o máximo que se pode dizer sobre o brilho do objeto C/2023 A3 (Tsuchinshan-ATLAS) é que foi o maior da década. Isso porque o corpo celeste não superou a luminosidade do cometa McNaught, que passou em 2007 – o que acabou frustrando as altas expectativas depositadas.
De qualquer forma, ele ganhou a atenção da mídia este ano, oferecendo visões espetaculares em seus dois momentos de visibilidade (entre 15 e 28 de setembro, nos céus da manhã, e depois do dia 10 de outubro, ao cair da noite).
Se você não conseguiu testemunhar a rocha espacial brilhante e gelada vinda dos limites do Sistema Solar, não é tarde demais. No entanto, você precisa ver logo, já que o objeto está prestes a se despedir da nossa vizinhança – para retornar apenas daqui a 80 mil anos (ou nunca mais).
De acordo com o site Space.com, é provável que o cometa continue observável a olho nu após o pôr do Sol no oeste até (e possivelmente durante) o fim de semana. Depois disso, provavelmente poderá ser visto apenas com um par de binóculos pelo resto de outubro e início de novembro, quando passará então a ser necessário um telescópio.
Em 12 de outubro, o cometa C/2023 A3 (Tsuchinshan-ATLAS) atingiu uma magnitude de -4, superando o C/2011 W3 (Lovejoy), cujo pico de magnitue foi de -3, em 2011. Lembrando que quanto mais brilhante um corpo parece, menor é o valor de sua magnitude (relação inversa). O Sol, por exemplo, que é o objeto mais brilhante do céu, tem magnitude aparente de -27
Desde que voltou de um “mergulho” no brilho do Sol, em meados da última semana, ele passou a ficar mais visível no Hemisfério Norte, onde centenas de pessoas já relataram suas observações a olho nu. No entanto, também há relatos e registros no Hemisfério Sul, especialmente em regiões mais próximas à linha do equador.
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