
Um projeto estudou fósseis do Parasaurolophus para recriar o som que o dinossauro fazia. Hongjun Lin, pesquisador da Universidade de Nova York e líder do projeto, criou um conjunto de tubos chamado “linofone” para entender como a crista desse dinossauro poderia ter soado.
Os primeiros resultados do projeto foram apresentados numa reunião virtual da Sociedade Acústica da América, que vai até esta sexta-feira (22). O projeto ainda não terminou, mas já suscita grandes expectativas.
O linofone é feito de tubos que imitam as câmaras que existiam no crânio do Parasaurolophus. Ele foi construído para ser um modelo físico que mostra o que acontecia dentro da crista do dinossauro.
Para testar o modelo, a estrutura foi pendurada em fios e um pequeno alto-falante foi usado para fazer som passar por ela, enquanto um microfone captava os sons resultantes.
Lin descobriu que a crista amplificava melhor frequências de 581 Hz, 827 Hz e 1056 Hz, o que significa que o som do Parasaurolophus era bem grave — algo que outros estudos também sugeriram.
O linofone tem uma escala de 1:1,5 em comparação com a crista de um Parasaurolophus adulto, então ainda não é uma cópia exata. Mesmo assim, já é um bom começo para os cientistas.
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