
Um novo estudo aponta que um amuleto de prata de 1.800 anos descoberto na Alemanha é a evidência mais antiga do cristianismo ao norte dos Alpes. Esta descoberta pode mudar o atual entendimento de como a religião era praticada no Império Romano.
A conclusão da equipe se baseia em uma análise realizada em um pergaminho encontrado dentro da relíquia. Através da recriação de um modelo 3D do objeto, eles conseguiram decifrar uma inscrição em latim.
Medindo 3,5 centímetros de comprimento, o amuleto continha uma fina folha de prata. Os objetos foram encontrados durante escavações em um túmulo de um homem que morreu entre 230 e 270 d.C. e que foi enterrado nos arredores de Frankfurt, na atual Alemanha.
Segundo a equipe, ele provavelmente usava o amuleto em volta do pescoço. O objetivo desses itens, também conhecidos como filactérios, era proteger ou curar seus donos de uma série de infortúnios, como doenças, dores corporais, infertilidade ou mesmo forças demoníacas.
Ainda de acordo com o trabalho, a localização da descoberta é rara. Isso porque esses amuletos foram amplamente utilizados na Antiguidade Tardia, especialmente no mundo do Mediterrâneo oriental, não sendo encontrados no mundo romano ocidental.
Os pesquisadores acreditam que a presença da relíquia na região indica que as ideias cristãs já haviam começado a penetrar em áreas distantes dos primeiros centros de crescimento do cristianismo. As conclusões foram descritas em comunicado.
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