
Os antigos egípcios são conhecidos pela capacidade de erguer grandes monumentos, caso das Pirâmides, por sua religião extremamente complexa e pelos hieróglifos, por exemplo. Além disso, este povo entrou para a história em função de uma tradição milenar na hora de enterrar os mortos.
A combinação entre o uso de sarcófagos, os caixões da antiguidade, e a técnica de mumificação (também chamada de embalsamamento) era utilizada para preservar os restos mortais. Uma descoberta que significou um verdadeiro avanço para a humanidade.
Segundo historiadores, as primeiras múmias surgiram como uma forma de evitar o apodrecimento dos corpos. Ao retirar os órgãos, ressecá-los e conservá-los, os restos mortais permaneciam intactos por um longo período.
Já os sarcófagos tinham importância religiosa. Estes caixões antigos eram responsáveis por guardar o “ka” (força vital) do falecido, sendo sua casa para a eternidade. Eles eram reservados aos faraós, nobres e suas famílias, bem como sacerdotes. Os mais pobres podiam comprar sarcófagos usados ou fabricar caixões de madeira mais simples.
É importante destacar que os sarcófagos abrigavam apenas o corpo dissecado dos mortos, após terem os órgãos retirados e serem ressecados por uma espécie de salmoura por alguns dias. Já os órgãos também ficavam nas tumbas, mas do lado de fora do caixão, sendo depositados em jarros canópicos, marcados com deuses protetores.
Alessandro Di Lorenzo é editor do Olhar Digital e formado em jornalismo pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
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