Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 12 de janeiro de 2025 · 2 min de leitura ·

Crânio que poderia ser de irmã de Cleópatra tem identidade revelada

Crânio que poderia ser de irmã de Cleópatra tem identidade revelada

Em 1929, um arqueólogo austríaco chamado Josef Keil descobriu um crânio que, posteriormente, acreditou-se pertencer à Arsinoë IV, rainha irmã de Cleópatra. Um pequisa publicada esta semana na revista Scientific Reports revelou algo muito diferente: a caveira pertencia a um menino.

O trabalho desvenda um mistério da ciência há anos, mas levanta outra dúvida: onde estaria Arsinoë IV?

Um esqueleto completo foi descoberto por Keil em 1929, em um sarcófago cheio de água e em ruínas na antiga cidade de Éfeso, que fica na atual Turquia. Antes que o túmulo fosse selado, o arqueólogo levou o crânio junto consigo de volta à Alemanha para análise (sim, na mala). Junto de sua equipe, ele chegou a conclusão de que o túmulo pertencia a uma “pessoa muito distinta” e que os ossos eram de uma mulher de 20 anos.

A pesquisa completa com os resultados e fotos do crânio foi publicada apenas em 1953. O trabalho ainda afirmava que a ossada estava “Heroon”, uma espécie de santuário dedicado a uma figura heroica. Nesse caso, a mulher seria um “tipo refinado e especializado” de pessoa, provavelmente de origem aristocrática.

As pesquisas não pararam por aí. Em 1982, outra escavação no mesmo local reencontrou o esqueleto (sem o crânio), mas dessa vez em uma câmera funerária diferente do sarcófago.

Foi só na década de 1990 que cientistas começaram a especular sobre a identidade dos restos mortais. Eles chegaram a conclusão de que era Arsinoë IV, rainha do Chipre e irmã de Cleópatra. Os pesquisadores tiveram alguns motivos para isso:

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