
Um novo estudo sugere que guerreiros anglo-saxões podem ter lutado como mercenários para o Império Bizantino no século VI, e o famoso capacete de Sutton Hoo é a chave para desvendar essa história.
Essa é a tese defendida pela historiadora medieval Helen Gittos, da Universidade de Oxford, em um estudo publicado no periódico The English Historical Review. A combinação de elementos anglo-saxões e bizantinos no capacete evidenciam a interação entre essas duas culturas.
A pesquisa de Gittos aponta para o capacete e a cota de malha encontrados em Sutton Hoo como cópias de armaduras bizantinas, sugerindo que o homem enterrado no navio — possivelmente o rei anglo-saxão Raedwald — trouxe a armadura original após lutar no Oriente. Posteriormente, ele teria encomendado a artesãos ingleses uma réplica ornamentada para seu enterro.
A descoberta do “Príncipe Prittlewell” em 2003, um nobre anglo-saxão enterrado em Essex, tamb~em lançou luz sobre as origens de diversos artefatos de Sutton Hoo e de outros sítios arqueológicos. O túmulo de Prittlewell, intacto e com datação precisa entre 580 e 605 d.C., continha um jarro de bronze, colheres de prata e tigelas de metal que parecem ter sido feitas no Mediterrâneo oriental.
Gittos argumenta que estes objetos, incluindo uma tigela de bronze com origem egípcia, foram adquiridos durante campanhas militares no Oriente.
Além disso, o estudo de Gittos identificou diversos artefatos em túmulos ingleses antigos que podem ter sido trazidos de volta por guerreiros anglo-saxões que lutaram pelos bizantinos. A presença desses artefatos em túmulos anglo-saxões levanta a questão: como esses guerreiros os adquiriram? Uma possibilidade é que eles serviram como mercenários no exército bizantino.
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