
Astrônomos há anos simulam cenários de colisão de asteroides com a Terra, e, agora, pode ser pra valer. O asteroide 2024 YR4 alcançou nível 3 na escala de impacto de Turim, com 1,6% de chance de atingir o planeta no final de 2032.
Embora pareça pouco, atualmente, esta é a rocha espacial mais ameaçadora de que se tem notícia. Novas observações podem alterar essa previsão, mas o alerta já foi o suficiente para mobilizar centros globais dedicados à defesa planetária.
O asteroide 2024 YR4 chamou a atenção dos especialistas por dois motivos: ter mais de 50 metros de diâmetro e apresentar uma chance superior a 1% de colidir com a Terra nos próximos 50 anos. Embora o risco seja pequeno, esse cenário já é suficiente para acionar grupos internacionais de monitoramento e defesa planetária.
A Rede Internacional de Alerta de Asteroides (IAWN), liderada pela NASA, coordena observatórios ao redor do mundo para rastrear o objeto e avaliar sua órbita. Caso necessário, ajudará governos a definir estratégias para minimizar os danos de um possível impacto.
Já o Grupo Consultivo de Planejamento de Missões Espaciais (SMPAG), da Agência Espacial Europeia (ESA), avalia respostas práticas, incluindo a possibilidade de enviar uma missão para desviar o asteroide.
Atualmente, o objeto está se afastando da Terra e ficando mais difícil de se observar. Mesmo com telescópios avançados, como o Very Large Telescope (VLT), no Chile, ainda não é possível determinar sua trajetória com precisão suficiente para descartar qualquer risco.
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