
Uma equipe internacional de cientistas de Pequim, na China, e de Cardiff, no País de Gales, desenvolveu um método que elimina as emissões diretas de CO₂ na produção de hidrogênio. A pesquisa foi publicada na revista científica Science.
Considerado o “combustível do futuro”, esse elemento químico ainda é majoritariamente criado a partir de combustíveis fósseis, emitindo de 9 a 12 toneladas de CO₂ por tonelada, segundo a Agência Internacional de Energia (AIE).
“Encontrar maneiras sustentáveis de criar os produtos de que precisamos para a vida cotidiana e de atingir as ambições de zero líquido para o futuro é um desafio fundamental que a indústria química enfrenta”, afirmou o coautor Graham Hutchings, professor de Química na Universidade de Cardiff.
O novo processo reage bioetanol rico em hidrogênio e de origem sustentável, retirado de resíduos agrícolas, com água a apenas 270 °C. Um novo catalisador bimetálico altera a reação química para criar hidrogênio sem liberar dióxido de carbono como subproduto.
Neste caso, há a liberação de um ácido acético, que, segundo os pesquisadores, pode ser usado na preservação de alimentos, produtos de limpeza doméstica, manufatura e medicina. O consumo global do líquido orgânico chega a 15 milhões de toneladas por ano.
“O catalisar foi desenvolvido a partir de espécies de platina e irídio atomicamente dispersas em carboneto de α-molibdênio reativo que facilita a reação nas interfaces metal-suporte. A ausência de superfícies maiores de nanopartículas metálicas evita a clivagem indesejada da ligação carbono-carbono”, diz trecho do estudo.
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