Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 18 de fevereiro de 2025 · 2 min de leitura ·

James Webb revela como um aglomerado esfria para formar estrelas

James Webb revela como um aglomerado esfria para formar estrelas

Como se resfria uma fênix? Não se trata das lendárias aves de fogo e renascimento, mas de um homônimo cósmico, cuja natureza incandescente é, ao mesmo tempo, enigmática. Utilizando o Telescópio Espacial James Webb (JWST), os astrônomos podem, finalmente, ter uma resposta.

A poderosa ferramenta foi empregada para investigar o resfriamento extremo do gás no aglomerado Fênix, conjunto de galáxias mantido pela gravidade e situado a cerca de 5,8 bilhões de anos-luz da Terra.

Como explica o Space.com, a formação de estrelas depende do resfriamento do gás, que precisa atingir temperaturas baixas o suficiente para se aglutinar em regiões densas. Por isso, os cientistas estão particularmente interessados em como o aglomerado Fênix gera novas estrelas – afinal, essa região forma estrelas a taxa impressionante.

Esse fenômeno ocorre mesmo com a presença, no coração do aglomerado, de buraco negro supermassivo com massa dez bilhões de vezes maior que a do Sol. Esse colosso atua como acelerador natural de partículas, expulsando o gás e mantendo-o aquecido – algo que, teoricamente, deveria impedir a formação de estrelas.

Essa aparente contradição levou o aglomerado Fênix a se tornar verdadeiro enigma para os pesquisadores. A investigação possibilitou localizar o gás resfriado “desaparecido”, que contribui para a formação estelar. Descobriu-se, por exemplo, que esse gás, com cerca de 300 mil graus, se encontra em cavidades dentro do aglomerado.

Essas cavidades delimitam tanto o gás extremamente quente – com temperaturas em torno de dez milhões de graus – quanto o gás resfriado, aproximadamente dez mil graus.

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