
Na última quinta-feira (20), pesquisadores fizeram uma descoberta surpreendente nas florestas tropicais das Montanhas Udzungwa, na Tanzânia: uma nova espécie de árvore, batizada de Tessmannia princeps, que pode chegar a três mil anos de vida.
Com alturas que variam entre 35 e 40 metros e troncos que chegam a 2,7 metros de diâmetro, essas imponentes árvores passaram despercebidas pela comunidade científica até o recente achado.
Durante expedições na região, a equipe de pesquisadores identificou a espécie, cujo nome “princeps” – que, em latim, significa “o mais eminente” – faz alusão ao seu destaque na densa floresta.
Uma análise detalhada de um tronco caído revelou a presença de apenas 12 a 15 anéis de crescimento por centímetro, indicando ritmo de desenvolvimento extraordinariamente lento, comparável ao de algumas das árvores mais antigas conhecidas no planeta.
A descoberta das árvores milenares na Tanzânia ressalta o quão vasto e ainda inexplorado é o universo da biodiversidade.
Publicado na revista científica Phytotaxa, o estudo não só amplia o conhecimento sobre as espécies de árvores gigantes, como, também, reforça a importância de iniciativas de conservação para proteger essas relíquias naturais e seus ecossistemas.
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