Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 29 de abril de 2025 · 2 min de leitura ·

Comprovar vida extraterrestre exige muito mais que detectar sinais

Comprovar vida extraterrestre exige muito mais que detectar sinais

Recentemente, a descoberta em outro planeta de uma molécula que, na Terra, só existe em organismos vivos reacendeu o debate sobre vida extraterrestre. O achado se deu na atmosfera do exoplaneta K2-18b, a partir de observações feitas pelo Telescópio Espacial James Webb (JWST), da NASA. 

A molécula identificada foi o sulfeto de dimetila, que aqui na Terra está associada a seres vivos marinhos. No entanto, apesar da empolgação, a ciência ainda está longe de confirmar vida extraterrestre.

Detectar vida fora da Terra seria uma das maiores descobertas da humanidade. Estima-se que só na Via Láctea existam centenas de milhões de planetas com condições parecidas com as da Terra. Por isso, astrônomos têm usado telescópios avançados para analisar atmosferas de exoplanetas, procurando por sinais de possíveis formas de vida.

O caso do planeta K2-18b gerou grande expectativa. Um artigo publicado em abril de 2025 afirmou ter detectado uma possível “assinatura biológica” em sua atmosfera. No entanto, os próprios autores foram cautelosos ao divulgar o achado. Eles destacaram que a presença da molécula não é uma prova definitiva de que há vida por lá.

A frase “Alegações extraordinárias exigem evidências extraordinárias”, do astrônomo Carl Sagan, se aplica bem a essa situação. Descobrir vida alienígena exigiria provas muito fortes, que eliminassem qualquer outra explicação possível. E, até agora, esse nível de certeza ainda não foi alcançado.

Em um artigo publicado no site The Conversation, Chris Impey, professor de astronomia da Universidade do Arizona, nos EUA, explica que para que um resultado científico seja considerado confiável, ele precisa atender a três critérios básicos:

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