
Ao observar babuínos selvagens no Quênia, a primatóloga Akiko Matsumoto-Oda, da Universidade de Ryukyus, no Japão, se surpreendeu com a frequência e gravidade dos ferimentos sofridos por esses animais — e ainda mais com a velocidade com que se recuperavam.
Intrigada, decidiu investigar cientificamente a diferença entre a cicatrização de pele em humanos e outros mamíferos.
O estudo, publicado na revista Proceedings of the Royal Society B, comparou a taxa de cicatrização de feridas em humanos, chimpanzés, macacos e roedores.
Os resultados mostraram que os humanos regeneram a pele em uma média de apenas 0,25 mm por dia — menos da metade da velocidade observada em outros primatas e roedores, que curam cerca de 0,62 mm diários.
A constância na velocidade de cicatrização entre chimpanzés, babuínos, macacos e ratos destacou os humanos como uma exceção.
A explicação para a diferença, segundo os cientistas, está relacionada à evolução da pele humana. Ao longo do tempo, nossos ancestrais trocaram a cobertura de pelos por uma pele repleta de glândulas sudoríparas, fundamentais para o resfriamento corporal — mas pouco eficientes na regeneração.
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