
A FDA (agência reguladora de alimentos e medicamentos dos EUA) aprovou o consumo de suínos geneticamente editados para resistirem à PRRS, uma doença que causa grandes prejuízos à indústria suína. As informações são do site Gizmodo.
A novidade foi desenvolvida pela empresa britânica PIC, usando a tecnologia CRISPR para eliminar um receptor celular que o vírus da PRRS utiliza para infectar os animais.
A PRRS afeta a reprodução e o sistema respiratório dos porcos, gerando perdas de mais de US$ 500 milhões por ano nos EUA. A edição genética é feita em embriões suínos e garante que a resistência seja herdada pelas gerações futuras.
Além de melhorar o bem-estar dos animais, os suínos resistentes à PRRS podem reduzir em até 200% o uso de antibióticos e diminuir em 5% as emissões de gases de efeito estufa associadas à produção de carne suína.
Apesar da aprovação nos EUA, os porcos ainda não estarão disponíveis para compra até pelo menos 2026. A empresa também busca autorização em mercados internacionais como México, Canadá e Japão.
Se bem-sucedida, essa tecnologia pode marcar o início da adoção em larga escala de animais geneticamente editados na produção de alimentos.
Entre para comentar.