
Na noite do dia 10 de maio do ano passado, a mancha solar AR3664 produziu uma erupção de classe X5.8, a sexta de uma sequência de explosões de alta intensidade em um intervalo de uma semana. Antes dessa, ocorreram erupções de X4.0, X4.5, duas X1.2 e uma X1.6. Como consequência dessa sucessão de explosões, a Terra sofreu a maior tempestade solar desde 2005.
O evento causou apagões e danos à infraestrutura energética em diversas partes do mundo, além de auroras. Agora, um ano depois, a NASA revelou o que já sabe sobre a tempestade e como está trabalhando para evitar danos futuros causados por eventos semelhantes.
As tempestades solares são eventos que têm forte impacto na Terra. Elas ocorrem quando uma erupção na superfície do Sol ejeta bilhões de toneladas de material entrelaçado com campos magnéticos em alta velocidade no Sistema Solar. Quando essa chamada ejeção de massa coronal (CME) chega à Terra, as partículas interagem com o campo magnético do planeta, acelerando até serem
Esses eventos são classificados pela Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos EUA (NOAA) em um sistema de letras – A, B, C, M e X – com base na intensidade dos raios-X liberados, sendo cada nível dez vezes mais intenso que o anterior.
O evento de maio de 2024 ocorreu enquanto representantes da NASA e cerca de 30 outras agências governamentais dos EUA se reuniam para uma simulação de resposta a uma ameaça espacial iminente. O que deveria ser um exercício hipotético tornou-se realidade.
“O plano era analisar um cenário hipotético, identificando onde nossos processos funcionavam e onde precisavam melhorar”, disse Jamie Favors, diretor do Programa de Clima Espacial da NASA. “Mas nosso cenário foi interrompido por um evento real.”
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