
Um novo estudo revelou que os efeitos dos testes de armas nucleares nas Ilhas Marshall foram piores do que aqueles reconhecidos publicamente pelo governo dos Estados Unidos. Os experimentos foram encerrados há quase sete décadas.
Segundo a pesquisa mais recente, todos os atóis, incluindo os atóis do sul, receberam precipitação radioativa, mas apenas três dos 24 atóis, todos do norte e habitados no momento da precipitação, passaram por exames médicos para detectar câncer.
O levantamento “O Legado dos Testes Nucleares dos EUA nas Ilhas Marshall” foi encomendado pelo Greenpeace Alemanha e realizado pelo Instituto de Pesquisa Energética e Ambiental (IEER) com base em documentos oficiais de 1945 até os dias atuais.
“Entre os muitos aspectos preocupantes do legado nuclear das Ilhas Marshall está o fato de os Estados Unidos terem concluído, em 1948, após apenas três testes, que as Ilhas Marshall não eram ‘um local adequado para experimentos atômicos’ por não atenderem aos critérios meteorológicos exigidos. Mesmo assim, os testes continuaram”, disse Arjun Makhijani, autor do relatório e presidente do IEER.
Em março e abril, o Greenpeace e seu navio principal, o Rainbow Warrior, completaram uma missão de seis semanas com especialistas em radiação e cientistas independentes para conduzir pesquisas nos atóis para apoiar o governo das Ilhas Marshall em sua luta contínua por justiça nuclear e compensação.
“Os testes nas Ilhas Marshall são exemplares de uma política imperial desumana que sacrificou deliberadamente vidas humanas e ignorou as culturas do Pacífico. Como resultado desse legado nuclear, os marshalleses foram despojados de suas terras, tradições e cultura, com o povo de Bikini e Rongelap deslocado para sempre”, disse Shiva Gounden, Chefe do Pacífico do Greenpeace Austrália-Pacífico.
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