
Cientistas da NASA identificaram um possível mecanismo químico que poderia permitir a formação de estruturas semelhantes a células em Titã, lua de Saturno, mesmo em temperaturas abaixo de −100 °C. O estudo aponta que, mesmo sem água, compostos presentes na superfície da lua podem formar vesículas moleculares, estruturas fundamentais para o surgimento da vida.
A pesquisa foi publicada no International Journal of Astrobiology. A descoberta reforça o interesse científico em Titã, único corpo celeste além da Terra com lagos e rios em estado líquido, embora formados por metano e etano, e não por água. O cenário extremo e a complexidade química do ambiente sugerem que, apesar das diferenças, condições mínimas para a origem da vida podem existir fora do nosso planeta.
A existência de qualquer vesícula em Titã demonstraria um aumento de ordem e complexidade, que são condições necessárias para a origem da vida.
Em um comunicado, Nixon destacou que essas novas hipóteses podem abrir caminhos importantes para futuras pesquisas e alterar a forma como se busca por vida extraterrestre nesse satélite.
A pesquisa alimenta as expectativas para a missão Dragonfly, da NASA, que deve ser lançada em julho de 2028. A missão levará um drone científico até a superfície de Titã, com o objetivo de analisar diretamente sua química e condições ambientais. A expectativa é que, com dados mais precisos, seja possível confirmar ou refinar os modelos atuais sobre a formação de protocélulas na lua de Saturno.
Ana Figueiredo é editora de tecnologia do Olhar Digital. É formada em Jornalismo pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU).
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