
Talvez você já tenha lido, ouvido ou assistido alguém por aí na internet dizendo que Saturno boiaria na água. Mas será que isso é realmente verdade? Para entender a resposta, você precisa saber um pouco sobre flutuabilidade e planetas gasosos.
A resposta curta é: embora Saturno seja menos denso que a Terra e pudesse boiar na água se existisse uma superfície rígida para mantê-lo coeso, na prática o planeta seria despedaçado. Agora, vamos quebrar esse raciocínio em partes para você entender.
Primeiro, você precisa conhecer o conceito de flutuabilidade. É a força que age para cima em corpos imersos em fluidos. Ela ocorre por conta da diferença de pressão entre o topo e a base do objeto imerso, sendo maior na parte inferior. Essa força equivale ao peso do fluido deslocado, segundo o princípio de Arquimedes.
Se a força de flutuabilidade for maior que o peso do objeto (calculado por sua massa vezes a gravidade), ele vai boiar. Mas objetos mais densos que a água tenderão a afundar até que as forças estejam equilibradas.
Já gigantes gasosos, como Júpiter e Saturno, têm composição diferente. Eles são formados por hidrogênio e hélio, elementos conhecidos por sua baixa densidade. No caso de Júpiter, por exemplo, sua massa é muito maior que a da Terra. Mas sua densidade média é de 1,33 g/cm³, bem menor que a do nosso planeta (5,5 g/cm³).
Já Saturno é ainda menos denso (0,6871 g/cm³), o que torna a hipótese do planeta boiar na água mais plausível. Sua densidade é menor que a da água (1 g/cm³). Teoricamente, isso faria com que ele boiasse.
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