Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 23 de julho de 2025 · 2 min de leitura ·

Mutante genético: Ozzy Osbourne tinha DNA com ‘efeito protetor’ contra álcool

Mutante genético: Ozzy Osbourne tinha DNA com 'efeito protetor' contra álcool

O artista Ozzy Osbourne morreu nesta terça-feira (22), aos 76 anos. A vida do vocalista da banda Black Sabbath foi tão intensa que, há alguns anos, pesquisadores quiseram entender como ele sobreviveu aos anos de abuso de álcool e drogas.

A análise do DNA do músico revelou algo surpreendente: mutações genéticas nunca vistas antes, incluindo uma predisposição ao vício nos entorpecentes. Bill Sullivan, autor do livro Pleased to Meet Me, afirmou que Ozzy Osbourne era um “mutante genético”.

Ozzy Osbourne teve uma vida agitada, tendo abusado de álcool e drogas pesadas durante boa parte da carreira.

Pesquisadores ficaram curiosos e quiseram entender como o cantor suportou tão bem esses vícios, quando outras pessoas morreram em decorrências deles. Em 2010, a empresa americana Knome Inc., especializada em genomas humanos, convidou Ozzy para sequenciar seu DNA por completo. Ele aceitou.

A análise do material genético foi feita pela empresa Cofactor Genomics e a interpretação dos dados ficou por conta da Knome. Os resultados foram apresentados naquele ano em uma conferência chamada TEDMED, que contou com a participação do cantor e sua esposa, Sharon Osbourne.

A análise revelou mutações inéditas que poderiam explicar a resistência do músico ao álcool, além de variantes genéticas que indicam uma predisposição ao vício.

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