Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 29 de julho de 2025 · 2 min de leitura ·

Duas chuvas de meteoro podem ser observadas esta semana

Duas chuvas de meteoro podem ser observadas esta semana

Duas chuvas de meteoros prometem iluminar o céu noturno nesta semana. Na noite entre terça (29) e quarta-feira (30) ocorre a máxima da Alfa Capricornídeas (ativa entre 3 de julho e 15 de agosto) e, na madrugada seguinte, é a Delta Aquáridas do Sul (ativa entre 12 de julho de 23 de agosto) que atinge o pico.

A Alfa Capricornídeas não é uma chuva de meteoros muito intensa e raramente produz mais de cinco meteoros por hora. No entanto, ela é notável pelos meteoros explosivos e algumas bolas de fogo.

Os alfa capricornídeos, como são chamados os meteoros dessa chuva, são formados pelo impacto na atmosfera da Terra dos detritos deixados pelo Cometa 169P/NEAT, um cometa de curto período, baixa atividade e que provavelmente seria um pedaço de outro maior fragmentado cerca de 2.900 anos atrás.

Já a Delta Aquarídas do Sul é uma chuva mediana, observável nas regiões tropicais do Hemisfério Sul, que pode gerar até 16 meteoros durante a máxima, mas com boa taxa para as noites anterior e posterior ao pico. Os meteoros dessa chuva são geralmente fracos e não formam trilhas persistentes nem bolas de fogo.

Chamados de delta aquarídeos do sul, esses meteoros provavelmente são formados por detritos do cometa 96P/Machholz, um cometa de curto período do tipo sungrazer (que passa “raspando” o Sol). O objeto se aproxima da nossa estrela a cada seis anos, a apenas 18,6 milhões de km de distância.

De acordo com Marcelo Zurita, presidente da Associação Paraibana de Astronomia (APA), membro da Sociedade Astronômica Brasileira (SAB), diretor técnico da Rede Brasileira de Observação de Meteoros (BRAMON) e colunista do Olhar Digital, um meteoro, popularmente conhecido como ‘estrela cadente’, nada mais é do que um fenômeno luminoso que ocorre quando um pequeno fragmento de rocha espacial atravessa a atmosfera da Terra em altíssima velocidade. “Quando isso ocorre, esse fragmento comprime e aquece muito rapidamente o gás atmosférico à sua frente, formando uma bolha de plasma (gás aquecido e ionizado) que brilha como uma lâmpada por um tempo muito curto, de uma fração de segundo a alguns poucos segundos”, explica o especialista.

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