Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 1 de agosto de 2025 · 2 min de leitura ·

Tatuagens de 2.500 anos são encontradas em múmia congelada

Tatuagens de 2.500 anos são encontradas em múmia congelada

Pesquisadores do Instituto Max Planck de Geoantropologia e da Universidade de Berna, na Suíça, identificaram uma série de tatuagens em uma múmia de 2.500 anos encontrada na Sibéria. Os desenhos foram revelados a partir de imagens de alta resolução.

As varreduras mostram marcas “intricadas, nítidas e uniformes”, invisíveis a olho nu. Estão representados leopardos, um veado, um galo e uma criatura lendária, metade leão e metade águia, que podem ajudar a entender mais sobre a cultura antiga da região.

De acordo com o estudo, no antebraço direito, a mulher pazyryk tinha uma imagem de leopardos em torno da cabeça de um veado. Já no braço esquerdo, o grifo lendário, com corpo de leão e cabeça e asas de águia, parece estar lutando contra um veado. Os pesquisadores explicam que corpos entrelaçados e cenas de batalha muito intensas com animais selvagens são típicas desta cultura.

Todos os desenhos foram reproduzidos pelo pesquisador Daniel Riday, que ajudou no trabalho. Ele descobriu que a qualidade das tatuagens era diferente em cada um dos braços, o que indica que pessoas diferentes fizeram as marcas ou que houve erros na sua elaboração.

Analisando os desenhos no corpo da mulher, os cientistas acreditam que as tatuagens provavelmente foram estampadas sobre a pele antes de serem tatuadas. Para isso, teria sido empregada uma ferramenta em forma de agulha, com diversas pontas pequenas, provavelmente feita de chifre ou osso animal, além de uma agulha de uma ponta só. Os pigmentos provavelmente eram feitos de material vegetal queimado ou fuligem.

Alessandro Di Lorenzo é editor do Olhar Digital e formado em jornalismo pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

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