Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 3 de agosto de 2025 · 2 min de leitura ·

Nós saberíamos se uma supernova estivesse prestes a explodir perto da Terra?

Nós saberíamos se uma supernova estivesse prestes a explodir perto da Terra?

Uma supernova é um dos eventos mais violentos e energéticos do Universo. Quando uma estrela massiva chega ao fim da sua vida e colapsa sobre si mesma, a explosão resultante pode emitir tanta energia quanto o Sol produziria durante toda a sua existência.

Diante disso, surge uma pergunta inquietante: seria possível detectar esse fenômeno antes que seus efeitos chegassem até a Terra? A resposta, segundo cientistas que monitoram eventos cósmicos, é sim, pelo menos em parte.

De acordo com informações publicadas pelo portal Phys.org, astrônomos estão atualmente equipados com instrumentos capazes de detectar sinais prévios de uma supernova.

Esses sinais não envolvem luz visível, como muitos imaginam, mas sim partículas subatômicas conhecidas como neutrinos. Essas partículas, praticamente sem massa e quase impossíveis de detectar, viajam em altíssimas velocidades e podem atravessar a matéria sem serem absorvidas, o que as torna um aviso antecipado eficaz em relação ao que está por vir.

Uma das estrelas mais observadas nesse contexto é Betelgeuse, localizada a cerca de 650 anos-luz da Terra. Trata-se de uma supergigante vermelha que já demonstrou comportamentos instáveis no passado.

Apesar de estar relativamente longe, a preocupação existe porque uma explosão de grande magnitude poderia, em teoria, afetar o planeta. No entanto, especialistas destacam que mesmo uma supernova relativamente próxima teria efeitos limitados, dependendo da distância em que ocorresse.

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