
Napoleão Bonaparte liderou um dos mais impressionantes exércitos do mundo moderno. O imperador francês acumulou vitórias na Europa continental do início do século XIX. Ele conseguiu expandir o território de seu país pela Itália, Alemanha, Espanha e até mesmo mais ao leste.
Sua derrota definitiva ocorreu na famosa Batalha de Waterloo, na Bélgica, no ano de 1815. Nessa época, porém, seu Grande Armée (Grande Exército) já não era mais o mesmo. Segundo especialistas, a derrocada das campanhas napoleônicas ocorreu 3 anos antes, em 1812, durante uma mal sucedida tentativa de invasão à Rússia.
Napoleão enfrentou uma série de desafios no território inimigo, que iam da escassez de suprimentos à própria resistência russa. O clima frio, a fome e doenças também foram determinantes para a dura derrota na região. Historiadores divergem sobre as baixas nessa incursão: alguns falam em 70 mil, outros em 300 mil. Mas fato é que o imperador francês perdeu dezenas de milhares de soldados nesse episódio.
Durante muito tempo, os especialistas acreditavam que um dos principais algozes do exército de Napoleão teria sido a tifo, um grupo de doenças infecciosas causadas por bactérias do gênero Rickettsia. Um novo estudo, porém, afirma que as forças francesas foram vítimas de uma outra bactéria – e ela tem relação com piolhos corporais.
Mas por que Napoleão decidiu invadir a Rússia, mesmo sabendo de todas as dificuldades de uma campanha desse tamanho? Para responder a essa pergunta, é preciso fazer uma contextualização histórica.
O ex-militar e imperador tinha como principal objetivo tornar a França a maior nação do continente. Para isso, ele enfrentava um grande rival: a Inglaterra.
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