
Pode não parecer, mas nosso planeta está sendo bombardeado por rochas espaciais a todo momento, cerca de 44 toneladas de material meteórico diariamente, segundo a NASA. Embora a maioria queime na atmosfera sem causar riscos, há uma pequena chance desses objetos cósmicos chegarem ao solo e, pior, colidirem com alguém.
Um estudo recente estimou que as chances de uma pessoa ser atingida por uma rocha espacial com mais de 140 metros é maior do que ser atingida por um raio. Os pesquisadores também descobriram que ser morto por um grupo de elefantes ou ter uma queda fatal em um buraco de areia também são mais raros.
“Embora seja bastante improvável que ocorra um impacto de asteroide em qualquer ano, a probabilidade não é zero e pode ser maior do que algumas pessoas esperam” explicou Carrie Nugent, líder da pesquisa e professora na Escola de Engenharia Franklin W. Olin, em entrevista ao site IFLScience.
Mesmo que a probabilidade seja minúscula, a aventura humana na Terra tem milhares anos, sendo cerca de 5,5 mil deles com registros escritos. Nesse longo tempo, não é impossível imaginar que alguém tenha tido o azar de ser atingido por um meteorito.
Em 2020, uma equipe de pesquisadores da Universidade de Ege, na Turquia, acreditou ter encontrado essa resposta. O grupo descobriu três documentos que registram a queda de um meteorito em agosto de 1888, em uma colina na cidade de Suleimânia, no Iraque (país que fazia parte do Império Turco Otomano à época).
Segundo os registros oficiais da época, dois homens foram atingidos pelas rochas espaciais: um ficou ferido e o outro morreu. O impacto ocorreu durante uma chuva de meteoros que também devastou plantações na região.
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