
O Departamento de Pesca e Vida Selvagem da Califórnia recomendou aos moradores do Condado de Monterey que não consumam a carne de porcos selvagens. O alerta foi feito após uma empresa local encontrar alguns indivíduos da espécie contaminados com veneno de rato. E como eles descobriram isso? Porque a carne e a gordura do animal estavam azuis!
E não era um azul claro, mas sim um azul neon. Segundo informa o jornal Los Angeles Times, a empresa responsável pela descoberta é a Urban Trapping Wildlife Control, que caça animais selvagens para fazendeiros da região. No caso dos porcos, eles doam os animais abatidos a famílias de baixa renda – e foi assim que descobriram os tecidos azuis.
Testes de laboratório mostram que os animais sofreram exposição ao raticida anticoagulante difacinona. Trata-se de um veneno popular usado por fazendeiros e empresas agrícolas para controlar a população de ratos, camundongos e esquilos.
A prática, antes comum, já foi proibida em algumas áreas do estado americano. E a proibição ocorreu justamente pelos riscos de contaminação para o homem e para outras espécies de animais.
De acordo com o Departamento de Pesca e Vida Selvagem da Califórnia, um estudo de 2018 descobriu que cerca de 8,3% dos porcos selvagens testados tinham traços de resíduos de rodenticida anticoagulante.
Esses dados levaram à criação de uma lei de 2024 que proíbe o uso de difacinona em várias partes do território, mas não em todas.
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