
Cientistas da Faculdade de Engenharia da FAMU-FSU, nos Estados Unidos, criaram um produto que pode solucionar o problema da poluição plástica. Trata-se de um novo tipo de poliuretano que mistura lignina, um material encontrado nas paredes celulares das plantas, com dióxido de carbono.
Segundo os pesquisadores, este ‘plástico verde’ é capaz de regular o calor e permanecer flexível durante o processamento, podendo ser utilizado para várias aplicações. Outra vantagem é que ele foi desenvolvido usando menos energia e sem substâncias tóxicas.
A produção tradicional de poliuretano depende de isocianatos, produtos químicos altamente reativos e perigosos. O novo trabalho, no entanto, acaba com esses riscos ao usar a lignina, um polímero natural que muitas vezes é descartado como resíduo do processamento de celulose e papel.
A partir da substância, a equipe criou um material biodegradável feito de recursos renováveis. Ele também incorpora dióxido de carbono capturado, transformando um gás de efeito estufa em uma matéria-prima útil.
O plástico resultante é tão robusto quanto as versões convencionais, mas se dissolve facilmente em solventes, facilitando o processamento durante a fabricação. Em outras palavras, ele é melhor para o meio ambiente, para as pessoas e mais fácil de fabricar. As descobertas foram descritas em estudo publicado na revista ACS Sustainable Chemistry & Engineering.
Alessandro Di Lorenzo é editor do Olhar Digital e formado em jornalismo pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
Entre para comentar.