
Astrônomos conseguiram rastrear uma explosão cósmica massiva até sua origem, em um evento que aconteceu há cerca de 12 bilhões de anos. A descoberta foi possível graças ao uso de uma classe ainda pouco compreendida de fenômenos espaciais, conhecidos como Fast X-ray Transients (FXTs) — explosões rápidas de raios-X que duram apenas alguns minutos.
Esse tipo de detecção abre caminho para um maior entendimento sobre o ciclo de vida e morte das estrelas no universo primitivo. A pesquisa foi publicada nesta terça-feira (19) na revista científica Nature Astronomy. Segundo os cientistas, trata-se do evento mais distante já observado no qual é possível ver a luz escapando diretamente de regiões em torno de estrelas.
De acordo com os cientistas, o evento analisado aconteceu quando o universo tinha menos de 10% da sua idade atual. O pesquisador Andrew Levan, também da Universidade Radboud, explicou que a intensidade da explosão foi tão grande que “liberou, em poucos segundos, mais energia do que o Sol emitirá ao longo de toda a sua vida”.
Já a pesquisadora Samantha Oates, da Universidade de Lancaster, destacou que a novidade está na possibilidade de realizar observações complementares em outros comprimentos de onda, algo que não era possível em descobertas anteriores, feitas apenas com base em registros de arquivos.
Os dados coletados sugerem que as FXTs podem estar relacionadas às explosões de raios gama (GRBs), conhecidas como os eventos mais poderosos do universo. Os GRBs resultam do colapso de estrelas massivas que acabam formando buracos negros.
“A grande questão é se todas as FXTs vêm de sistemas semelhantes aos dos GRBs, ou se existe uma diversidade maior”, comentou Jonker. “Há boas razões para acreditar que ainda temos muito a descobrir.”
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