
A SpaceX, de Elon Musk, enfrenta crescente pressão para demonstrar avanços concretos em seu programa Starship após uma série de falhas em testes que têm se tornado cada vez mais caros.
Em junho, um dos veículos Starship explodiu durante um teste de abastecimento de rotina, levando a empresa a redirecionar cerca de 20% da equipe de engenharia do programa Falcon 9 para atuar no projeto por seis meses, segundo pessoas familiarizadas com o planejamento em entrevista à Bloomberg.
O objetivo é acelerar melhorias na confiabilidade do foguete, nos testes de componentes e no ritmo de produção. Neste mês, a SpaceX revelou que a explosão em junho foi causada pela falha de uma garrafa pressurizada de nitrogênio gasoso.
O incidente somou-se a outros contratempos: em três lançamentos de teste realizados neste ano no Texas (EUA), dois foguetes explodiram e o terceiro falhou ao tentar liberar satélites experimentais, girando fora de controle no retorno à Terra.
As dificuldades levantaram dúvidas sobre a viabilidade da nave, que Musk projeta como o primeiro foguete orbital totalmente reutilizável e peça-chave para levar humanos de volta à Lua e, futuramente, a Marte.
Em reportagem recente, a New York Magazine questionou: “A Starship de Elon Musk está condenada?”. Todd Harrison, pesquisador sênior do American Enterprise Institute, explicou que as rápidas mudanças de design contribuem para falhas catastróficas: “Quando você está mudando muitas coisas no design de uma vez, todos esses efeitos colaterais começam a se somar.”
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