Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 22 de agosto de 2025 · 2 min de leitura ·

Amostras da Lua retiradas pela Apollo 17 são abertas após 50 anos

Amostras da Lua retiradas pela Apollo 17 são abertas após 50 anos

Após 50 anos lacrado, pesquisadores abriram um pedaço de rocha coletado na última missão do projeto Apollo. Com tecnologia moderna, a equipe examinou as amostras para entender um deslizamento de solo lunar que intriga cientistas há décadas.

Esse material foi recolhido em 1972, quando a Apollo 17 levou o primeiro geólogo para a Lua, o doutor Harrison Schmitt. Um dos objetivos de Schmitt era entender o “Manto Leve”, um depósito de cinco quilômetros de extensão próxima ao Maciço Sul, uma montanha de dois quilômetros no lado lunar visível.

A Apollo 17 trouxe cerca de 110,5 kg de material rochoso lunar para a Terra, do qual uma parte seguiu para estudos, enquanto outra foi armazenada para o futuro.

Em um novo estudo, pesquisadores do Museu de História Natural em Londres, Reino Unido, abriram uma dessas capsulas e analisaram o material. Os resultados foram publicados na revista científica Journal of Geophysical Research: Planets.

A pesquisa focou nos clastos (fragmentos que se desprendem de uma montanha durante um deslizamento).  Os cientistas utilizaram equipamentos de tomografia computadorizada com raios-x de alta resolução para analisar amostras finas dessas rochas, uma tecnologia que não existia na época em que esse material foi trazido à Terra.

“Os clastos revelam detalhes importantes sobre o deslizamento e o modo como o material foi transportado”, disse Giulia Magnarini, líder do estudo e especialista em geologia lunar, em um comunicado.

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