Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 26 de agosto de 2025 · 2 min de leitura ·

Nova análise do sinal “Uau!” revela maior potência e reacende debate sobre ETs

Nova análise do sinal “Uau!” revela maior potência e reacende debate sobre ETs

Desde que foi captado em 1977, o sinal “Uau!” permanece como um dos sinais de radiofrequência mais intrigantes da história da astronomia. Detectado em uma única ocasião, ele até hoje inspira pesquisas focadas na Busca por Inteligência Extraterrestre (SETI, na sigla em inglês).

Um novo estudo, disponível em pré-impressão no repositório arXiv, onde aguarda revisão de pares para publicação, contém correções importantes e revela informações inéditas sobre o fenômeno.

Há quase cinco décadas, na época da detecção do sinal “Uau!” pelo Observatório Big Ear, em Delaware, Ohio, EUA, as ferramentas de análise eram muito limitadas. Quando o local foi desativado em 1998 e transformado em um campo de golfe, os voluntários que o administravam salvaram os arquivos originais. Agora, com o avanço da tecnologia, mais de 75 mil páginas de dados foram digitalizadas e processadas com softwares modernos, permitindo uma reavaliação detalhada.

Erros secundários também foram identificados, como um atraso de 21 segundos no relógio do sistema e um canal rotulado incorretamente, que interferia nos cálculos de frequência.

Mesmo com os ajustes, a origem do enigma continua em aberto. O estudo descarta explicações baseadas em interferência humana, já que naquele momento não havia transmissões de TV na região capazes de provocar o registro nem satélites sobrevoando a área. Além disso, a Lua estava do lado oposto do planeta, de modo que nada poderia ter rebatido nela.

Também foi afastada a hipótese de falha de software. O formato captado tinha padrão “gaussiano”, característico de emissões naturais e não de ruídos eletrônicos, o que reforça que a origem foi astronômica.

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