Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 28 de agosto de 2025 · 2 min de leitura ·

12 mil anos atrás, um homem foi morto com uma flechada. Hoje, a Ciência reconta sua história

12 mil anos atrás, um homem foi morto com uma flechada. Hoje, a Ciência reconta sua história

Há 12 mil anos, uma flecha de quartzo causou a morte de um homem no que hoje é o Vietnã. É o que sugere um estudo publicado no Proceedings of the Royal Society B: Biological Sciences, que também aponta que a vítima apresentava uma anomalia congênita relacionada às costelas.

De acordo com os autores do estudo, o homem – chamado de TBH1 – até conseguiu sobreviver ao ferimento, mas, meses depois, acabou morrendo em decorrência de uma infecção. Ele tinha cerca de 35 anos quando morreu, e sua ossada foi descoberta em 2018 na caverna Thung Binh 1, ao norte do Vietnã.

TBH1 foi encontrado em posição fetal, com o rosto apoiado nas mãos. A cabeça havia sido esmagada, mas foi possível reconstruir o crânio e a mandíbula. Além disso, com análises mais aprofundadas, os pesquisadores descobriram que o homem tinha uma costela extra perto do pescoço – anomalia conhecida como costela supranumerária.

No estudo recente, a equipe explica que o padrão é que os humanos tenham 12 pares de costelas, mas cerca de 0,2% a 1% das pessoas possuem uma costela a mais. No caso de TBH1, essa costela estava fraturada e tinha sinais de infecção.

“TBH1 sobreviveu à lesão inicial, talvez por alguns meses”, escrevem os autores. Porém, sem tratamento eficaz, o homem pode ter desenvolvido infecções bacterianas e “de outras naturezas”.

Perto da costela extra, a equipe encontrou uma pequena lasca triangular de quartzo com cerca de 18 milímetros de comprimento, que provavelmente foi usada em um dardo ou flecha, explicou Christopher Stimpson, coautor do estudo, à Live Science.

Compartilhe