
Muito além do que um simples apego, um cão com ansiedade de separação pode ter sua qualidade de vida afetada, gerando alguns problemas no bem-estar físico e psicológico. Isso é o que revelou um estudo publicado na revista Ciência Rural, que analisou a frequência e os sintomas da ansiedade de separação em cães de apartamento em Niterói, no Rio de Janeiro.
Os autores identificaram que 55,9% dos cães apresentavam sinais da síndrome, sendo as mais comuns, vocalizações excessivas (53,8%), comportamentos destrutivos (46,1%) e comportamentos depressivos (34,6%). Além desses dados, confira agora mais fatores que, geralmente, cães com essa síndrome podem apresentar.
A vocalização excessiva é um dos comportamentos mais evidentes em cães que sofrem de ansiedade de separação. Quando o tutor se ausenta, o animal pode latir, uivar ou choramingar de forma intensa e prolongada, como uma tentativa desesperada de chamar atenção ou aliviar o estresse causado pela solidão.
Além de ser um sinal claro de sofrimento emocional, esse comportamento pode gerar conflitos com vizinhos e até problemas legais em ambientes urbanos, como apartamentos.
Alguns cães, ao ficarem sozinhos, manifestam o estresse emocional através de ações que comprometem o ambiente à sua volta. É comum arrancarem almofadas, morderem móveis, rasgarem cortinas ou até tentarem abrir portas.
Mas vale reforçar que tais atitudes não são fruto de “birra” ou desobediência, mas sim de um estado de angústia intensa. O animal, sem saber como lidar com a ausência do tutor, canaliza sua tensão em atividades físicas que aliviam momentaneamente o desconforto.
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