
Desde que foi descoberto, o objeto interestelar 3I/ATLAS vem chamando a atenção da comunidade científica por oferecer uma oportunidade rara de se estudar um cometa vindo de fora do Sistema Solar.
Esse corpo celeste foi observado em 1º de julho pelo Deep Random Survey, um grupo de astrônomos amadores no Chile. Depois, cientistas encontraram registros anteriores, mostrando que ele já havia sido captado em 14 de junho pelo Sistema de Último Alerta para Impacto de Asteroides com a Terra (ATLAS, na sigla em inglês), da NASA, que monitora objetos que possam representar risco de colisão com o nosso planeta.
A confirmação de que se trata de um objeto interestelar – ou seja, um “visitante” de passagem pelo Sistema Solar – veio no dia seguinte, quando também se determinou sua natureza cometária. Ele recebeu então duas designações, C/2025 N1 (ATLAS) e 3I/ATLAS, que significam:
De acordo com observações do Telescópio Espacial Hubble, da NASA, feitas quando o objeto estava a 446 milhões de km da Terra, o tamanho do núcleo deste cometa é estimado entre 320 metros e 5,6 km de diâmetro. Essa é a medição mais precisa, mas outras análises sugerem valores variados.
Imagens captadas pelo Observatório Vera C. Rubin, no Chile, apontam que o diâmetro poderia chegar a 11,2 km. Já o controverso astrônomo Avi Loeb, da Universidade de Harvard, cita a medida aproximada de 46 km, com base em dados da missão SPHEREx, da NASA – uma análise contestada dentro da comunidade científica.
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