Julia Monteiro
Julia Monteiro
Inteligencia Artificial · 10 de maio de 2017 · 2 min de leitura ·

Sonho da inteligência artificial já é realidade, diz Microsoft

Sonho da inteligência artificial já é realidade, diz Microsoft

O que você precisa saber

Na abertura do Build 2017, evento que acontece em Seattle, nos EUA, a Microsoft afirmou que o sonho da inteligência artificial já é realidade. No futuro imaginado pela empresa, não haverá robôs assustadores querendo controlar o mundo e ameaçar a existência humana; haverá programas de computador e aplicativos baseados em inteligência artificial com o objetivo de ajudar os usuários e torná-los mais produtivos no trabalho. 

Segundo Harry Shum, líder do grupo de pesquisa e desenvolvimento da Microsoft, o sonho da inteligência artificial é constituído pela convergência de três pilares da tecnologia que estão em constante evolução: aumento da capacidade computacional na nuvem, algoritmos poderosos que funcionam à base de redes neurais e o acesso às enormes quantidades de dados geradas o tempo todo pelos mais de 3 bilhões de usuários de internet no mundo.

“Em alguns anos, será difícil imaginar uma tecnologia que não aproveite o poder da inteligência artificial”, prevê Shum ao lembrar que anos atrás o desafio era oposto, ou seja, imaginar alguma aplicação de inteligência artificial em apps e softwares. Segundo ele, esta mudança de paradigma mostra a intensa evolução da indústria de tecnologia a respeito do tema.

Para atender a esta crescente demanda, a Microsoft anunciou hoje novidades direcionadas aos desenvolvedores interessados em criar aplicações baseadas em inteligência artificial. De forma geral, os novos recursos cognitivos permitem que eles incorporem uma série de funcionalidades customizadas em seus softwares a partir de algumas linhas de códigos.

Os novos recursos anunciados pela Microsoft oferecem possibilidades de personalização da inteligência artificial em cinco áreas: visão, linguagem, fala, busca e conhecimento. A partir de agora, desenvolvedores podem construir aplicativos capazes de reconhecer gestos, traduzir textos em diferentes idiomas, criar legendas em tempo real, personalizar dados e reconhecer e dar sentido a imagens buscadas pelo usuário. 

Na prática, significa dizer que os mais de 500 mil desenvolvedores com acesso às soluções da empresa podem conceber seus programas da forma como quiserem e “ensiná-los” a se comportar de acordo com características específicas. Por exemplo, é possível incluir determina voz e o jeito de falar em um assistente virtual ou então ampliar por conta própria as funcionalidades de um determinado contexto oferecido para uma pesquisa de imagem.

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